Basquiat

Depois de já termos falado em outros posts sobre o pós-modernismo e sobre a importância da “pop art”, trazemos, hoje, um pouco sobre um amigo com quem Warhol trabalhou e co-criou obras muito interessantes e críticas: Jean-Michel Basquiat.


Basquiat (1966-1980) foi um artista nova-iorquino, negro e descendente de pais imigrantes. Após abandonar a escola e sair de casa, passou por tempos de muita pobreza, chegando a ser morador de rua. Neste período, iniciou seus trabalhos de grafite pelas ruas de Manhattan, ao lado de Al Diaz, assinando suas obras com “SAMO” (same old sh*t – a mesma m*rda). Posteriormente, ganhou destaque em programas de televisão, até eventualmente chamar a atenção de Andy Warhol, de quem se tornou amigo e colega de trabalho.


Flexible, de 1984, por Basquiat

Nas obras que co-criou com Warhol, Basquiat explorou colagens com imagens, palavras e reestruturação de figuras anatômicas, utilizando-se inclusive de tinta invisível para deixar mensagens ocultas que só viriam a ser descobertas anos depois e de forma acidental. Além das duras críticas sociais contidas nas obras, a própria parceria entre os artistas trazia reflexão sobre o forte preconceito racial norte-americano presente na época, que causava segregacionismo entre negros e brancos em todas as facetas sociais.


Basquiat faleceu jovem, pouco tempo após a morte de Warhol, mas seu legado influenciou obras de muitos outros artistas e suas críticas ecoam até os dias de hoje.